quinta-feira, 31 de julho de 2008

- by the way -

Eu tenho horror a espera. Qualquer uma. Sala de dentista, fila de banco, prazo acabando. Esperar me mata aos poucos. Killing me softly.

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Na linha, coisas que eu não confesso: Eu era louca pelo David Hasselhoff. Eu zapeava procurando por Mitch Bucchannon o dia inteiro se deixassem. O que me levava a acompanhar compulsivamente aquela série trash que não tinha fim: Baywatch.

Por que estou lembrando disso? A Sony tem anunciado a volta de Hasselhoff em mais um reality show bizarro. Porém, a paixão acabou e me recuso a assistir.

E por falar em paixão, se passar novamente a saga de Rocky, eu vejo. Sem culpa nem vergonha! É, por ele eu espero ...


sábado, 26 de julho de 2008

A mais bonita, de Chico Buarque

Não, solidão, hoje não quero me retocar
Nesse salão de tristeza onde as outras penteiam mágoas
Deixo que as águas invadam meu rosto
Gosto de me ver chorar
Finjo que estão me vendo
Eu preciso me mostrar

Bonita
Pra que os olhos do meu bem
Não olhem mais ninguém
Quando eu me revelar
Da forma mais bonita
Pra saber como levar todos
Os desejos que ele tem
Ao me ver passar
Bonita
Hoje eu arrasei
Na casa de espelhos
Espalho os meus rostos
E finjo que finjo que finjo
Que não sei

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Sueños

O sonho é recorrente. Ela está em alguma favela conversando com os moradores e entrevistando pessoas que são fundamentais para o andamento da sua pesquisa. No sonho, as entrevistas parecem mais reais do que as que são realizadas dia após dia.

São nesses sonhos recorrentes que as teorias fazem algum sentido e o que é dito em off irá para o texto, já que as questões éticas e metodológicas se encaixam.

É um sonho, ela repete a si mesma. Como um mantra ...

Mas são os sonhos que a ajudam a escrever, que a seguram pela mão quando ela se desespera e só sente o escuro a sua frente, sem conseguir colocar as idéias em ordem.


Publicado originalmente em Etnografia do Trabalho