Mesmo com as sujeiras da cidade, a bem real e a metafórica, o Rio é delicioso. E não é só a Zona Sul. É a solidariedade e o empurra-empurra na Central do Brasil, com seus grupos de pagode e oração às seis da tarde. Os boys correndo no Centro. Suas cores. O calor de Bangu e seu calçadão com chuveiro refrescante. É domingo na praia do Flamengo. É qualquer dia da semana em qualquer praia. São os blocos carnavalescos e os ensaios de rua das escola de samba. O mercadão de Madureira & o Saara. As procissões e autos-de-fé. A rua do Lavradio. Santa Teresa. Os botecos. Peladas em favelas. Tijuca e Vila Isabel. A Lagoa. Até a Avenida Brasil sem tiroteio tem um quê de beleza árida. Aqui não é espaço para falar das mazelas. Vamos buscar coisas boas até onde não dá para ver.
Por conta da dificuldade em catar poesias e outras mais, poucas coisas me animaram na última semana. Esta música foi uma delas.
Lundu (Sinfonia do Rio de Janeiro de São Sebastião - 1o. Movimento). Poesia de Geraldo Carneiro, música e regência de Francis Hime (com citação de Pivete, do Francis com o Chico Buarque) e uma bárbara interpretação do Lenine.
lenine arrasa.
ResponderExcluirNão te pergunto mais se estás cansada da cidade.
ResponderExcluir;)
Apesar de não ver muita poesia em um amontoado de concreto, gostei muito do post. E o vídeo... música fabulosa! Casou direitinho com o texto.
Beijos do agreste,
Bebel.