Que me vinha do amor, o meu tesouro,
E na pobreza moro
- que até rimando sinto insegurança.
Assim, tal como os outros, me demoro
Escondendo a vergonha que me alcança:
Por fora eu sou a dança
Mas no fundo do peito me deploro.
É com esta passagem da Vita Nuova, a lírica de Dante, traduzida por Jorge Wanderley (1938-1999), que Geraldo Carneiro abre o livro Do jeito delas: Vozes femininas de língua inglesa. Organizado por Márcia Cavendish Wanderley, Carlos Eduardo Fialho e Sueli Cavendish, o livro foi publicado pela 7 Letras, com o apoio da Faperj e apresenta as traduções que JW fez das poesias de Sylvia Plath, Emily Dickinson, Marianne Moore, Anne Sexton entre outras. Além das poesias, o livro ainda traz três ensaios escritos pelos organizadores.
Logo que abro o livro me deparo com esta passagem de Dante, que diz muito do que senti nos meus últimos dois anos: Por fora eu sou a dança, mas no fundo do peito me deploro. Era isso que eu sempre quis dizer e nunca consegui. A poesia e a música fazem milagres: concretizam o que não conseguimos às vezes sequer sentir ou simplesmente expressar. Não consegui largar o livro até agora.
Logo que abro o livro me deparo com esta passagem de Dante, que diz muito do que senti nos meus últimos dois anos: Por fora eu sou a dança, mas no fundo do peito me deploro. Era isso que eu sempre quis dizer e nunca consegui. A poesia e a música fazem milagres: concretizam o que não conseguimos às vezes sequer sentir ou simplesmente expressar. Não consegui largar o livro até agora.
Os poucos minutos que passei com o livro na mão me fizeram relembrar um belo poema: The Fish.
ResponderExcluirTalvez eu dance aqueles versos...
Quem sabe?