E vem ver o sol nascer!
Que vivo avoando
Vivo avoando
Sem nunca mais parar
Ai Ai! Saudade
Não venha me matar ...
Saiba-o, mundo! O poeta - em seus sonhos - descobre a lei das estrelas e a fórmula da flor [Marina Tsvetáieva]
De Brasília, Janaína enviou o Exercício nº 6, de Hilda Hilst. Conheço pouco Hilst. O presente de Janaína me instigou a buscar mais e mais ... obrigada pela surpresa.
E de todos os rumos
Pensei
(Como quem vê a prumo)
Um só núcleo pulsando
Claro-Escuro.
Maysa trouxe um presente em cada mão. Um de Angola e outro do Brasil. Ambos curtos e diretos. Lindos.
O primeiro, Terra do angolano Zetho Cunha Gonçalves:
Terra
Terra? As queimadas da infância,
as velhas árvores ardendo,
castiçais na noite.
e
Turbulência
O vento experimenta
o que irá fazer
com sua liberdade...
Turbulência, do mestre Guimarães Rosa, também registrado no blog da Aninha, que trouxe um trecho de Ausência, outro do mestre.
[...]
"Do frasco aberto,
vestidas de vespas
voam violetas...
E na almofada de seda,
beijo as sandálias brancas,
vazias dos teus pés..."
A próposito, o resgate de Magma que Aninha fez em seu blog, foi ótimo.
Lunna foi buscar no mar a poesia de Sophia [de Mello Breyner Andresen]. Sophia é uma paixão, e nesta altura do campeonato todos vocês já sabem. É um conforto estar com ela.
A minha vida é o mar o Abril a rua
O meu interior é uma atenção voltada para fora
O meu viver escuta
A frase que de coisa em coisa silabada
Grava no espaço e no tempo a sua escrita
Não trago Deus em mim mas no mundo o procuro
Sabendo que o real o mostrará
Não tenho explicações
Olho e confronto
E por método é nu meu pensamento
A terra o sol o vento o mar
São a minha biografia e são meu rosto
Por isso não me peçam cartão de identidade
Pois nenhum outro senão o mundo tenho
Não me peçam opiniões nem entrevistas
Não me perguntem datas nem moradas
De tudo quanto vejo me acrescento
E a hora da minha morte aflora lentamente
Cada dia preparada
A turma da música veio carregada de amor. AMOR, assim mesmo, em maiúscula.
Thaís, com a versão brasileira de Someone to watch over me, de Gershwin, cantada pela Paula Toller: Quem toma conta de mim.
Paula Toller - Quem Toma Conta De Mim
Bel trouxe, das rodas de samba de Madureira que amamos, uma daquelas que, se deixarem (e que bom que não deixam), cantamos o dia inteiro fazendo corinho uma pra outra: Você me abandonou, com a Velha Guarda da Portela.
Velha Guarda da Portela - Você me Abandonou
Uma para o amor que está chegando de mansinho. Outra para o amor que precisa sair do corpo. E rápido. As duas ótimas.
Queridas, eu adorei. Agradeço um tantão assim! Semana que vem tem mais.
Querem responder também às perguntas? A casa é de vocês.
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la esperanza fracasa muchas veces, el dolor jamás. por eso algunos creen que más vale dolor conocido que dolor por conocer. creen que la esperanza es ilusión. son los ilusos del dolor.
Juan Gelman em Eso
Publicado em português com o título de Isso , pela Editora UnB, coleção poetas do mundo.