Quando o olhar adivinhando a vida
Prende-se a outro olhar de criatura
O espaço se converte na moldura
O tempo incide incerto sem medida
As mãos que se procuram ficam presas
Os dedos estreitados lembram garras
Da ave de rapina quando agarra
A carne de outras aves indefesas
A pele encontra a pele e se arrepia
Oprime o peito o peito que estremece
O rosto a outro rosto desafia
A carne entrando a carne se consome
Suspira o corpo todo e desfalece
E triste volta a si com sede e fome.
Perfeito para o dia de hoje.
ResponderExcluirVocê anda inspirada, hein!
Beijos,
Bebel.
O encontro dos cinco grandes me deixou inspirada para a postagem da semana dos namorados. All we need is love!
ResponderExcluirBeijo grande.