Que me tortura, que me abrasa,
Espero a cobiçada hora
Em que irei ver-te à tua casa;
Por enganar o meu desejo
De inteira e descuidada posse,
Ai de nós! que não antevejo
Uma só vez que ao menos fosse;
Sentindo em minha carne langue
Toda a volúpia do teu sonho,
Toda a ternura do teu sangue,
Minh'alma nestes versos ponho;
Por que os escondas de teu seio
No doce o pequenino vale
- Por que os envolva o teu enleio,
Por que o teu hálito os embale;
E o meu desejo, que assim foge
Ao pé de ti e te acarinha,
Possa sentir que minha és hoje,
E és para todo o sempre minha...
Manuel Bandeira
Publicado originalmente em A cinza das horas
In.: Estrela da vida inteira.
Rio de Janeiro: Editora Nova Fronteira, 1993.
Publicado originalmente em A cinza das horas
In.: Estrela da vida inteira.
Rio de Janeiro: Editora Nova Fronteira, 1993.
Uau!
ResponderExcluirPasso poucs dias sem passar nessa casa... E olha quanta coisa nova!!
Querida,
ResponderExcluirAdorei você ter voltado ... Daqui a pouco passo para ver mais de seus bons ventos.
Saudades, Bel.
Rola chá esta semana?