Talvez chegaste quando eu te sonhava.
Então de súbito acendeu-se a chama!
Era a brasa dormida que acordava...
E era um revôo sobre a ruinaria,
No ar atônito bimbalhavam sinos,
Tangidos por uns anjos peregrinos
Cujo dom é fazer ressurreições...
Um ritmo divino? Oh! Simplesmente
O palpitar de nossos corações
Batendo juntos e festivamente,
Ou sozinhos, num ritmo tristonho...
Ó! meu pobre, meu grande amor distante,
Nem sabes tu o bem que faz à gente
Haver sonhado ... e ter vivido o sonho!
Mario Quintana
In.: Quintana de bolso: Rua dos cataventos & outros poemas.
Porto Alegre: L&PM Editora, 2008.
In.: Quintana de bolso: Rua dos cataventos & outros poemas.
Porto Alegre: L&PM Editora, 2008.
139. Está é a página em que este poema está em meu livro.Mário Quintana sabia usar a língua como a língua deve ser usada por quem sabe o que fazer com ela.
ResponderExcluirAndo redescobrindo Quintana, Adriano!
ResponderExcluirE a redescoberta tem sido muito prazerosa ...
Beijos de domingo!